domingo, 4 de dezembro de 2016

Absolutely Fabulous



O Pablo Larrain pode filmar a vida da Jackie O., a Isabelle Huppert sintetizar várias das personagens que interpretou em "Elle", o Tom Ford fazer (mais) um filme com um guarda roupa de invejar, o Almodovar voltar à normalidade com "Julieta" e o Scorcese até pode conseguir explicar a natureza da fé no novo filme que tanto tem dado que falar. Mas tudo isto é irrelevante porque o filme do ano não é nenhum desses. E não é só - mas também - por causa da Kate Moss naquele elegantíssimo vestido verde ou por causa do Jon Hamm que, devo dizer, cada vez está mais canastro. Para quem é fã desta dupla excêntrica o filme do ano só pode ser este.



quarta-feira, 30 de novembro de 2016

a maior Utopia de todas

entre suspiros e "ais", prometemos (ao Outro e a nós mesmos) mudar, melhorar, não repetir uma acusação, um reparo (mesmo que sinceros), uma provocação pueril ou, também acontece, não esconder uma opinião, uma impressão pessoal ou - esta é uma constante - uma experiência do passado. Tudo isto fica guardado, não sei bem aonde, e vai, obviamente, formando uma acumulação emocional que vai pairando, sob pressão.

Não as censuro, essas duas sombrinhas concordantes quenuma condição asfixiante, buscam uma nova ordem ou apenas um ponto de ordem. Nestas piedosas promessas de evolução pessoal,  pressuposto necessário da evolução para uma relação consistente e inabalável com o Outro, procuramos a maior Utopia de todas: o equilíbrio entre duas pessoas. Talvez a única (a mais importante, é verdade) que mereça, verdadeiramente, o esforço desumano que imprimimos na sua perseguição.

quarta-feira, 23 de novembro de 2016