quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

momentos proustianos

Um pequeno movimento pode revelar uma enorme emoção. Um olhar triste, uma reacção reprimida, um sorriso forçado, um tom de voz mais tremido, um toque mais ternurento, tudo isto nos escapa frequentemente, diariamente, na vida real. Mas no mundo do cinema, esses momentos proustianos são-nos revelados pela câmara: a esses pequenos movimentos a câmara concede-nos a possibilidade de os contemplar, de nos consolarmos com eles e, mais importante, de pasmarmos diante deles. E foi assim que pasmei com Le Dernier Metro (1980), de F. Truffaut, com a personagem de Catherine Deneuve e os seus pequenos movimentos a propósito da sua paixão por Bernard Granger (Depardieu).








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